domingo, 17 de junho de 2007


Porque quando sonho é contigo que estou, e quando amo é a ti que eu amo, quando me fundo com alguém é no teu corpo que penso!
E à medida que nos afastamos só me apetece parar no tempo, voltar a sentir o teu cheiro, preservar aquele momento em que o adeus é dito com tristeza de ambas as partes, só me apetece pensar que virão os dias em que te hei-de olhar e o adeus só é dito e não sentido!
À medida que o tempo passa a minha vontade cresce, e já passaram tantos corpos, tantos lábios nos meus, tantos olhares e vontades, e apetece-me sentir o corpo que nunca senti, os lábios que nunca beijei, fechar os olhos ao tocar-te e sentir a tua vontade em não estragar nada, em não dizer nada e simplesmente deixares-me estar, assim ao pé de ti...
Porque um postal não é suficiente e é a tudo o que me agarro, porque aquela foto revela o teu olhar, tão preciso, tão precioso, tão sensível, tão teu, porque aquela praia ali aprisionada é o teu refugio e ao olhá-la apetece-me espiar-te, olhar-te só!
E porque ficámos aprisionados na minha memória, estão lá os momentos dos «olás», aquelas conversas matinais quando o sol não espreitava, aqueles momentos que como disseste não era preciso dizer nada, a primeira vez que te vi, a primeira vez que peguei na tua mão, e o ultimo adeus em que supliquei que não tenhamos ficado por ali! A pulseira que te dei, e nunca te vi usar, estava lá quando me pediste que te fosse ver, («when I dream, I dream of your fists») os nossos nomes combinados ao portão, sabe-se lá porque carga de água alguma mãe deu aqueles nomes ao filho, e porque foram ditos altos quando passei por eles!
Porque tudo isto ainda me anda à volta na cabeça. Porque tu ainda cá andas, porque muito embora a tua vontade seja partir, eu não encontro forma de te deixar ir, embora tenha parecido que te ignorei, implorava a quem quer que fosse que me dissesse se te viu, porque não consegui estar com alguém, porque o som de qualquer nota me leva a ti, porque para além de letras de outros preciso das minhas para me exprimir e ainda assim não chegam, porque não sei explicar muitos mais «porquês», e porque ainda há tantos!
E porque vamos ser optimistas e acreditar que ainda há tempo para nós, e porque vou acreditar que nem que por um segundo estes «porquês» hão-de fazer sentido! Porque ainda te quero tanto ou mais do que quis!

Olhá bela da divagação... olha a bela da tipica escrita lamechas que caracteriza estas bandas... Ao menos tenhamos algures um sitio onde podemos afogar mágoas, e escrever para todos!

G.F.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

"O copo..."

O copo sem fundo mostra-nos os possíveis e impossíveis caminhos que podemos percorrer ao longo das nossas escolhas de vida. Vejo que as mesmas mãos que o seguram são as vozes de quem nos cerca e rodeia mostrando-nos que ha um "fundo" imenso de caminhos. Penso no que penso, que muitas das vezes o facto de nos sentirmos presos, em baixo ou em qualquer sentimento negativo será o facto não do copo que nos mostram, mas da maneira como o vemos, a maneira como o observamos e mais que tudo, a forma como interpretamos...
Ainda assim desconfio e refuto o falso conforto que há na minha visão... Nem sempre
tudo tem a ver com a forma como vemos as coisas, mas tambem a forma como nos mostram que as vêem.. Muitas vezes é o próprio mundo o "ser" com a visão errada. É ele muitas vezes o louco que nos acusa a nós de o ser... Mas se é ele, quem é o espaço que o envolve? Quem escreve as linhas do discurso improvisado e as falas de tudo o que nos é mostrado? Quem são entao aqueles seres que rondam o copo e o mundo? O que são? Quem os entende? Criações incomprensiveis à compreensão humana? Ou será a comprensão humana que não se compreende?

By: KuRt CoBaIn
(with the brains passed out...)

Porquê que os festivais não são assim em Portugal?


terça-feira, 12 de junho de 2007

Dizem Que Deus Existe

Dizem que Deus existe
E que no nosso ser persiste
Dizem que é ele que dá vida
e que ela deve ser querida

Mas quase todos os olhos choram
porque as soluções demoram
E nesta permanente desilusão
Caimos todos na eterna depressão.

Chamam-nos melancólicos
como se fossemos alcoólicos
viciados em culpas
como meras desculpas
para personalidades inacabadas
e para sempre desgraçadas.

Natas

Sin Part I

Não consigo desenhar-te. Rebusquei nos mais interditos campos da minha mente, numa tentativa de te tirar da cabeça, numa esperança cega de te deixar para sempre no papel, mas a minha mão não obedeceu. Talvez porque não me pertences, porque não sou digna de retratar o teu rosto, porque não conheço os teus traços e nunca sequei as lágrimas que por lá correm, porque não sei os segredos que se escondem no teu olhar impenetrável, porque não estou autorizada a recordar-te.
Queria, contra a minha vontade consciente, criar uma imagem tua só para mim, uma imagem que me bastasse, uma imagem perfeita da expressão dos teus olhos e da ligeira curva do teu sorriso. Mas nunca poderia captar coisas como a tua voz atrás de mim, aquela palavra que chega como um gato que se movimenta silenciosamente, que se aproxima discretamente e se faz ouvir de repente, quando nem nos damos conta que está presente. Não consigo igualmente captar os teus longos silêncios, a tua calma aparente enquanto o interior fervilha e grita para ser ouvido. Sente-se no ar a vibração em sintonia com o meu coração que bate acorrentado e amordaçado por mim mesma.
Talvez não te consiga desenhar porque não sou capaz de olhar nos teus olhos. Mas o teu vulto felino move-se no meu pensamento e atravessa-se na frente do meu olhar com uma clareza abstracta que me aterroriza e paralisa.
Preciso de te desenhar! Preciso de deitar-te cá para fora, cuspir-te de mim e fechar as portas, proteger-me do meu próprio desejo. Sou uma ladra de vidas alheias, uma fraude! Não mereço recriar-te com as minhas mãos sujas.
Não…não consigo desenhar-te porque seria tornar-te real em mim, deixar-te ficar. Enquanto não for capaz de te de desenhar é porque só entras nos domínios do meu inconsciente de visita. E depois partes.
Mas espera…desenhei-te por palavras! E desenhar-te-ía mais mil vezes esta noite, descreveria doentiamente cada pormenor até deixares de ter significado, até morreres na repetição, até te perderes nas palavras! Não quero mais ter de me apoderar de músicas, sonhos e sentimentos que não me pertencem, não aguento a culpa, não suporto o segredo e a vergonha.
Mas só por esta noite…queria desenhar-te…só para mim. Traçar cada linha com os meus dedos, com os meus lábios, apagar os riscos que nos separam, fundir-nos num só desenho, numa só imagem…e pintar uma outra realidade.

Disturbed

Confusão no pensamento... Pedaços de uma viagem de autocarro!

Reacções das desilusões das ilusões criadas.
Criações de corações mal-amados e mal julgados, mergulhados em águas com cheiro a protector solar, que só sabe magoar as permissas falsas embebidas em algas.
É um pouco engraçado como o ragazzo com mau cheiro tem asas de Batman e cara de rato.
É giro como o rosa se entrenha nas nossas entrenhas como festas de natal e as marchas populares!
É estranho como o vermelho pára a cabine velha, misturada com uma comichão com cheiro a ganza e um carrinho de gelados nestlé!
Cabelos rapados, pentelhos e óculos à aviador.
Barras brancas que criam expectativas e esperanças.
Três olhos, três margaridas num gigante com borracha.
Janelas velhas e amarelo torrado.
Óculos sem armação e cabelos de lã, puramente "sitio do pica-pau amarelo" e um rabo espetado.
Pretos e verdes misturados. Inseguranças de um tempo de trabalho.

P.S. Eu sei que nada disto tem sentido, mas foram os vários pensamentos que me apareceram no caminho entre Santa Apolónia e Restauradores!

Natas

segunda-feira, 11 de junho de 2007



Espero que também o nosso grupo renasç, não só o blog...bjinhuxxxxxx

CRIS

domingo, 10 de junho de 2007

Na rua, sozinha, à chuva, ao som de Nirvana e zangada! Zangada, irritada, com ódio a transbordar por todo o lado! A única que penso é nos cabrões que existem neste mundo! Cabrões e filhas da p***, chulos e egoístas! Tanto ódio faz mal mas ao ver o nosso mundo não consigo evitar... e se são as pessoas que tornaram o mundo assim, pois então, prefiro ser um animal qualquer rastejante sem miolos...

Desculpem o desabafo mas há certas filhas da p*** que só me f**** a paciência!

"Rape me, rape me my friend!" "I just want to beat the shit out of them..." [Cobain]

Loaded Sonja

(Este post tá uma merda mas pa kem praticament nem escreve aki já é qq coisa... =] )

Sin Part II

Completamente só numa rua de Lisboa, sem um rosto familiar onde me amparar, embrenhei-me nos mais interditos pensamentos que me cegam ao fechar gentil e perversamente a porta do bom senso e de todos os valores que sempre acreditei possuir. A solidão desperta a lei natural da sobrevivência mas, como ser humano que sou, possuo uma consciência que grita por alguma sanidade…contudo fere demais a constatação daquilo em que me torno a cada dia que passa, e pior, a constatação de que gosto do que sinto, por mais errado que seja, nos meus sonhos é perfeito…
O anjo do meu ombro direito sorri, abraça-me ternamente, sussurra-me palavras de força, beleza, alegria…o anjo do ombro esquerdo sopra no meu ouvido uma nova melodia pela qual me quero deixar embalar, uma nova música que quero cantar. “ A música não é tua! “ grita o anjo do ombro direito, “ Confiei em ti…li-te o meu poema, toquei-te a banda sonora da minha vida…a música não é tua! “. Mas o anjo do ombro esquerdo sorri imperturbável e continua a cantar a música no meu ouvido…e eu quero fechar os olhos e dançar!
Encosto-me a uma parede. As pedras da calçada perderam a forma, o chão é agora uma matéria amorfa que se move debaixo dos meus pés (“Engole-me!!!”, grito em silêncio, “ Se a minha felicidade tem de se erguer sobre as ruínas de um coração desfeito…engole-me!). O céu encontra-se estático, como se o tempo tivesse parado, como se se preparasse para me esmagar contra o chão a qualquer momento, apesar da sua cor azul e do sol poente que se derrama nos passeios e me cega de luz.
Cega de luz…precisamente…cega de luz! Quero tanto ser feliz que perco a noção do que é certo e errado, quero tanto dançar ao som dessa música perfeita que nem reparo em quem empurro e em quem piso pelo caminho.
Perdoa-me anjo bom, guia-me anjo bom! É o teu brilho que vou seguir e é ao teu lado, SEMPRE, que vou aguardar o dia em que me digas “ A música é tua…”.


Disturbed

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Bem... Vamos lá escrever cenas derivadas das questões existenciais do ser humano que simplesmente reflecte no mundo do nada e da ausencia do ser... :P
Ok vamos lá a coisas mais.... mais... mais.... mais coiso.... Vocês percebem.
Espero que seja um blog cheio de teorias e pseudoteorias, debates, que fomente novas amizades e que eleve o nivel das existentes.
Portas abertas, horizontes amplos e prontos... É assim a vida..

portem-se bem e fikem...

"They make me....
Make me scream your screams..."

Kurt Cobain
Este novo Pseudogrupo será uma versão mais fresca do nosso anterior grupo.

Um ano, novas vidas... Um ano desde a abertura do nosso velhinho!

Espero que este blog ganhe novas caras, ou melhor, novas escriitas. Convidem novo pessoal sem hesitar, é só passar a senha. è apenas preciso que tenham vontade e muita criatividade!

Aos novas membros (aqueles que aceitarem) deixo um recado de... Usem e abusem!