sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Clockwise

O tic tac incansável do relógio mal me deixa pregar olho
Ainda estou a pensar nas nossas conversas,
Da maneira como descreves o meu ''perfume masculino'' e do que ele te faz,
No fundo do que eu te faço...

Queria acreditar que estar contigo seria o mais certo
Mas não quero estar contigo pelos motivos errados,
Por todos esses e mais alguns não dá,
Ainda estou partido, tal como eu desejava que o relógio estivesse

Tic-Tac, tic-tac,
E acaricio o corpo quente que junto ao meu se deita,
Quando um gato é o melhor que se arranja numa noite fria,
Sabe-te pelo mundo
Saberes que não estás só, no mínimo, provido de companhia irracional

Tal como isso que senti, irracional, fugaz, queria eu
Fugaz, espero que assim seja para ti,
Não suporto ver a minha imagem corroer-te o intelecto
Tão brilhante, cheio de razões,

Tic
Mais segundo, menos segundo, sinto-me voar nos teus sonhos,
E eu que só queria dormir,
Tac
Voo-te também, talvez fuja,
Acredito na tua pureza, mas já não confio na minha



by
brainstorm

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Excertos de momentos perfeitos

28.01.08

[...] entraste em palco e imediatamente antes de começares a tocar...olhaste para mim. Tanta gente em teu redor, à espera da primeira nota mágica...e foi na minha direcção que olhaste. Sorri...mais surpreedida que envergonhada, a tremer da cabeça aos pés.
Foste...como descrever? Magnífico?...
Eras quem mais brilhava...a tua entrega, a tua paixão, o teu encanto...
As minhas emoções oscilaram entre limites absolutamente impensáveis, naquela noite...roubaste-me um sorriso quando puseste um malmequer amarelo no cabelo, roubaste-me uma lágrima (que engoli) quando tocaste a "Let it rain".
Encheste o palco. Encheste a sala. Encheste o mundo. Aquela noite transformaste tudo em música...

30.01.08

"Sabes, mais importante do que tocar rápido é tocar bem. Mas às vezes, em palco, são as pessoas, são os outros membros da banda, entusiasmo-me e quando dou por mim estou a partir tudo! Às vezes tenho a sensação que faço mais barulho do que música..."

Voz travada mais uma vez. Queria ter-te dito que adoro o teu entusiasmo (apesar de ter temido pela integridade do equipamento...), que não acho que seja barulho, que é perfeito, que a tua entrega e emoção é que dão sentido à música...mas fiquei calada e sorri apenas.
Sinto-me tão pequenina, tão atrapalhada...tenho tanto medo de dizer asneira, de errar, de deixar transparecer o descompasso deste coração louco e suicída. Quero tanto parecer bem aos teus olhos que acabo por me comportar apenas como uma menina insegura. Uma menina sonhadora que troca os dedos de cada vez que respiras mais alto ou te moves na cadeira.
Queria que me conhecesses verdadeiramente, mas não sei até que ponto estás interessado em conhecer alguém como eu.

19.02.08

"Tens horas? Engraçado...eu normalmente tenho uma boa noção do tempo mas nas tuas aulas, não sei porquê, perco sempre um bocadinho a noção da hora..."

O que poderia eu responder a isto?
...
Flutuei.
Ainda estou estupidamente a flutuar.
Porquê?
Por...nada!
Por uma afirmação banal e totalmente inocente.
Por uma simples frase capaz de abrir de par em par os portões do meu mundo de fantasia.
É tão fácil.
Tão fácil abri-los...
Simples demais abri-los e deixar escapar os sonhos mais inconsequentes.
Mas atrás dos sonhos vêm também os monstros e, invariavelmente, acabo sempre magoada e desiludida.
Quando?
Quando é que arranjo um cabo de segurança?
É tão ridiculamente fácil quebrar a minha ligação à terra...

Mas hoje só quero voar.
Voar antes da queda.


Morgan Le Fay

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Sorry, my dear

Oh, I'm sorry, my dear
I didn't mean to interrupt
Your moment of love...
I'm sorry, my dear
If I disturbed you
While you were fucking her

Oh, forgive me, my love
If I ruined your night of sex
I know I'm acting just like
A typical -ex!

I'm so sorry, my dear
For calling you at this time
It's late, I know, my dear
But I'm not doing fine...

I'm so not doing fine!
And I needed to open my heart
Speak to you for a while
Body sore, blinded eyes, aching soul, broken smile
I needed your attention
To feel you by my side...

Oh, I'm sorry, my dear
It's me again...hello...
I have something to tell you
I just thought I should let you know
That I never learned to let you go!

And, I'm sorry, my love
But I'm not sorry at all
For calling while you're between her legs
Actually, I'm glad
If I spoiled your plan!

'Cause I'm not doing fine...
I'm so not doing fine!
And I needed to open my heart
Speak to you for a while
Body sore, blinded eyes, aching soul, broken smile
I needed your attention
To feel you by my side...

Oh, I'm sorry...my dear...
I don't love you, I'm just sick
It's the nervous breakdown
That makes my emotions shout
This loud!

Oh...forget it, my dear...
Just forget it, my dear...
You're nothing but a clown...
You're nothing but a clown.


Morgan Le Fay

domingo, 10 de fevereiro de 2008

ridaagram21_

por favor_não pensem tanto na merda_

estamos aki para alguma coisa_:)
e não isto não é cliché:)

______________não estamos mortos_se estivessemos no limiar disso, lá vinha o malukinho do saw 1 2 3 e 4 provar-nos o contrário:)
n é vdd?:)

"qdo não existe passagem para akilo que keremos, crescer implica encontrar alterantivas"
ass: me myself and i

_ps: porque a insatisfação nunca irá desaparecer_já é defeito de fabrico_:)

MAR_______._

nearatreethere'sariverandaholeinthegroundandoldmanofarangoesaroundandaroundandhismindisabeaconintheveilofthenightforastrangekindoffashionthere´sawrong

O Sol


Lava de vapor
Pasta de dentes em bola amarela
Quente em quatro quartos fumegantes
Constante de calor em cabeças febris
Pai de sacrifícios e tribo sem filhos.
O vermelho teve em ti, linha do horizonte
Como se a fúria só pudesse ser quente:
Tiveste doença de borbulhar, como calorífero do mundo.

Mergulhas em reflexos de todas as auroras e,
Em todas as marés amarras as aves, os peixes e as sereias
Ao tecto do teu hemisfério
E convida-los a todos para sinalizarem contigo a manhã
(mas só eles)
Porque ainda existem alguns humanos que dormem
Enquanto tu respiras.
Sob o teu corpo de fogo as ruas nascem rectangulares e cegas pela claridade
E o piso tranforma-se em conjunto de ladrilhos de laranjada.
Ao mesmo tempo, vemos crescer campos cor-de-limão
E nuvens de um branco –flanela.

No fim, saboreias o globo em segundos
Devoras o passado e rasgas o “agora”
Vestes o casaco e sais do azul.
No entanto, o teu parto nobre, tem preço alto a pagar:
Lutas com a lua,
Despistas relógios,
Mudas o tempo,
E estacionas as estações como quem joga às cartas
Desenhas sombras de maresia na praia
E ocupas o cenário antes granítico e escuro da noite.

Levantas-te e partes teclados de piano, para poderes
Escutar os grasnados de rapina de tudo o que nos circunscreve
Só nesse instante sabemos que já acordaste
Porque é nele que matas em segundos todas as estrelas
Em que tu, luz maior pisa-las com cor
Porque elas são miúpes,
E tu, não.


apeteceu-me_o sol nasce daki a 6 ou 7 horas_

MAR_

a caminho_11_

A Caminho de_ (poema num dia frio)

O frio cortou-me as extremidades do corpo e descoseram a pele
O membros caíram inertes no chão e ficaram congelados
Ao andar voaram as falanges com ventos de pólos norteados de branco
As mãos estalaram dentro de dois bolsos e por lá ficaram aquecidas em sangue do tecido do meu casaco, sobrando para a minha anatomia apenas dois cotos disformes
Os braços nesse momento decidiram ficar estácticos para sempre, porque sem mãos prometeram que faziam pausas no movimento e se divorciavam do tacto.
Nos meus seios formou-se leite de estalactite, gordura de àgua que se ia descolando do tórax, ficando à descoberta apenas o externo da costura e dois pulmõs em dois sacos de plástico magenta.
Do útero em decomposição periódica viajavam limos de sal coagulados e muita brancura seca como estes dias de sol.
Os olhos descolados das crateras, o cabelo empalhado pela electricidade estáctica e as axilas quentes como se estivesse febril do tempo.
Tudo branco no roxo; cada pedaço talhando-se do corpo, cada linha e carne vestida de cieiro e lábios agrafados a quente.
Peles de dedos roídas, sangue estanque, cortes de papel fino, bafos de vapor da chaleira da boca, macacos secos no sotão do nariz de àgua, coxas inertes na ganga, mamilos erectos, vagina contraída, joelhos negros e pés a sentir o chão dos sapatos.
No percurso da escada rolante perdi também as unhas e um outro botão do meu casaco.
O tecto das amigdalas inchadas, ranho de cobrir a cara com muitos lenços afogados na mão.
No percurso da escada rolante o sol encarregou-se também da minha cegueira, que cansada de procurar os pés do passageiro da frente, enfrentava apenas as veias do pulso azuis caídos ao nível dos pés, como se procurasse os ponteiros no piso do comboio.
Percebo o desenho das linhas paralelas da tal escada rolante, e desço-a. Chegando ao metro onde me junto aos bocejos da manhã, já só me sobra da decomposição a cabeça, o pescoço e alguma articulação desajeitada da origem que me foi dada no ano zero de mim.
Percebo o trajecto a frio, entro para dentro da carruagem subterrânea e está quente.




lembrei-me desta merda q escrevi com 15 aninhos_porque uma menina de 15 aninhos me telefonou hoje e eu parecia que tinha 8_:)
fisicamente explicito qb...qd tiver qq coisa melhor escrevo. só para não pensarem q não penso em vocês_lolol
jinhos natas e manuel:)


MAR_

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Que pode um louco dizer de outro louco?



(Para a *sonya)

Não que a vida do louco esteja ausente de pecado real, ambas a realidades são diferentes, embora haja caminhos que percorremos sós com a companhia de alguém em nós...

Nunca deixaremos de ter portas que não se podem voltar a abrir...
não que a intenção seja voltar, mas sim reconstruir... E por melhor que seja a intenção, simplesmente não é possível...

Tu sabes o que sentes quando tentas voltar a abrir uma porta e só tu sabes o que é aquela porta não poder voltar a abrir...

Olhos reais fixam-se em ti.. Onde pensamentos de loucura são atribuídos ao teu ser e serão sempre...
E então? Que porta abro eu agora? Quem tenho comigo e em mim no caminho que piso hoje?

Podes simplesmente ver-te como aquela louca por outros loucos criada...
Ou fazeres tu a pergunta:

Que pode um louco dizer de outro louco?

KuRtCoCaInE
Beijo

Cut.... and No Paste... Please!!



"It seems that my guitar has no more sound in this kind of world..."

(...)

A morte... Assunto tenebroso, e temido por muitos ao longo de eras...
Porém...
Há sempre uma pequena minoria que seja por admiração, fascínio, loucura ou depressão que vê nela um final.. Não um final mesmo em si, algo literal, mas sim uma passagem...
Onde alguns vêem medo, outros olham para esta incógnita personagem como a sua única salvação...

"Sempre morei perto dela... Vivia o meu dia-a-dia a dizer-lhe boa tarde, a passar por ela como se fosse uma espécie de vizinha minha, sem exercer sobre ela nenhum juízo a não ser simplesmente, simpática...
Talvez daí nunca me fazer impressão uma conversa com ou sobre aquela vizinha responsável e honrada que apenas faz o seu trabalho em cada carpe diem que existe...

Talvez seja por isso que hoje não choro, nem desespero por não a ter... Apenas vejo-a como qualquer vizinho que vemos dia após dia...
Mas é curioso... Apesar do que se possa pensar, ela não vive só...
A sua companheira, talvez até irmã de alma, também vive no mesmo apartamento... Olhando pela janela, permanecendo inocente no seu ser...

Só a vejo de vez em quando... É aquela VerdadeIntrinsecaDemasiadoAmorosa, que ninguém consegue ou conseguirá alguma vez interpretar...

Hoje, é tão raro eu ver essa companheira de quarto, que por vezes a única coisa que pretendo é ver a cada momento a tal vizinha de nome tão temido...

Esta, não me aterroriza nem admiro... Apenas gosto de conversar com ela e ver o seu olhar para me lembrar com quem convive...
A única razão que pela qual a temo, é a possibilidade do seu toque quebrar o elo que me une com o sentimento da sua companheira...

Parece que ela e o seu toque mórbido é o único refúgio, e gostava que se tornasse tão prático quanto um interruptor que ligo e desligo quando quero na minha existência...

Não pretendo o seu beijo final em mim... Mas o terminar do linguado em que o Mundo exterior nos embrenha..."

KuRtCoCaInE

sábado, 2 de fevereiro de 2008