Não és tu.
Enganei-me mais uma vez.
Não faz mal.
Apenas não serás tu.
Perdeste a aura de encanto. Julguei que me poderia perder nos teus labirintos mas depressa encontrei o caminho...e a porta de saída. És demasiado simples. Adorável...tão adorável que me emaranhaste os sonhos num novelo e deste impulso a este coração louco. Mas simples demais para me manter apaixonada.
O máximo que tens para oferecer será sempre pouco, para mim. Só vives em palco...durante o resto tempo arrastas-te numa existência morna, comum, conformada. És demasiado morto para mim. Curioso...eu é que sou a neurotico-depressiva e no entanto tenho muito mais vida, muito mais impulso, muito mais vontade do que tu. A tua paz interior é apenas dormência...é uma pena, poderias ter o mundo inteiro...o mundo...inteiro.
É bom rir contigo, é bom aprender contigo, é bom tocar contigo, é bom ouvir-te...é bom existires na minha vida. Mas não és tu.
Pergunto-me...alguém o será?
...
...
...
Cada vez me aconchego mais e mais na minha solidão. Cada vez amo mais esta liberdade e estes sonhos que são a minha força criativa. Cada vez me moldo mais a mim mesma. Cada vez enterro mais as minhas raizes neste mundo que criei, por mim e para mim.
...
Não importa se a amargura me contorce a alma. Não importa se o vazio faz erguer ecos dentro do meu peito. Não importa se as lágrimas traçam caminhos tortuosos na minha pele, no escuro, no silêncio. Não importa sequer se me sinto a apodrecer.
Para me arrebatar é preciso destruir muralhas.
Morgan Le Fay
terça-feira, 6 de maio de 2008
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