quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Insignificâncias

Um passo.
Escorrego no óleo dos meus pensamentos febris.
Pés descoordenados, guiados por uns olhos cegos...a linha ténue entre a vida e a morte.
O meu corpo está envolto em crude e ninguém vem libertar as minhas asas.

Música feita de lágrimas que não caíram e que se esvai por entre os meus dedos...
Palavras amargas que ainda ecoam, emoções trancadas sem possibilidade de libertação...

Alguém me apagou o caminho...
O percorrido...
...e aquele que está por percorrer...

Porque o desenhei a carvão na inocência do "perfeito" e do "para sempre" que não existem.

Calypso

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