Ao som de: Apocalyptica - SOS
O meu passado morreu. E deixou demasiados cadáveres espalhados pelos campos minados das minhas memórias. Demasiados cadáveres para chorar. Demasiados cadáveres dos quais não me consigo libertar.
Em momentos como este, deito a cabeça no peito dos corpos dos meus sonhos mortos e deixo-me ficar, aninhada sobre mim até que a solidão se molde, irremediavelmente, ao meu corpo. Sou reconfortada por um mundo devastado mas que me é tão familiar, tão seguro, tão meu...
Fujo dos outros quando só quero esconder-me de mim mesma. Displaro flechas de veneno a quem ousar parar para olhar na minha direcção, estender-me a mão...Corro como um gato selvagem até ao refúgio onde sou só eu e o vazio.
E então sinto-me só, cruel, insuportavelmente fria...tão fria como as ruínas das ilusões onde repouso e choro a cada noite.
Calypso
terça-feira, 3 de junho de 2008
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