segunda-feira, 3 de março de 2008

Luto

Estamos de luto a perdermo-nos na incensatez de absorver a dor de outrém.
Estamos presentes mas a cabeça está no medo.
Derramamos lágrimas egoístas, que não nos pertencem.
Escutanmos o desespero do próximo e, como míseres seres humanos que somos, sentimos a impotência de estarmos condenados às regras dos sábios.
Lamento a tua perda, e gostava que o sentisses mais, mas existe uma barreira que me obriga, nos dias de hoje, a congelar as minhas veias.

Nathalie

1 comentário:

pseudous disse...

Congelas apenas a periferia...o interior ainda fervilha...ou não terias escrito este texto...e chega um dia em que transborda, arrastando todos os cristais, todas as máscaras serenas, todos os sentimentos...

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Morgan Le Fay