28.01.08
[...] entraste em palco e imediatamente antes de começares a tocar...olhaste para mim. Tanta gente em teu redor, à espera da primeira nota mágica...e foi na minha direcção que olhaste. Sorri...mais surpreedida que envergonhada, a tremer da cabeça aos pés.
Foste...como descrever? Magnífico?...
Eras quem mais brilhava...a tua entrega, a tua paixão, o teu encanto...
As minhas emoções oscilaram entre limites absolutamente impensáveis, naquela noite...roubaste-me um sorriso quando puseste um malmequer amarelo no cabelo, roubaste-me uma lágrima (que engoli) quando tocaste a "Let it rain".
Encheste o palco. Encheste a sala. Encheste o mundo. Aquela noite transformaste tudo em música...
30.01.08
"Sabes, mais importante do que tocar rápido é tocar bem. Mas às vezes, em palco, são as pessoas, são os outros membros da banda, entusiasmo-me e quando dou por mim estou a partir tudo! Às vezes tenho a sensação que faço mais barulho do que música..."
Voz travada mais uma vez. Queria ter-te dito que adoro o teu entusiasmo (apesar de ter temido pela integridade do equipamento...), que não acho que seja barulho, que é perfeito, que a tua entrega e emoção é que dão sentido à música...mas fiquei calada e sorri apenas.
Sinto-me tão pequenina, tão atrapalhada...tenho tanto medo de dizer asneira, de errar, de deixar transparecer o descompasso deste coração louco e suicída. Quero tanto parecer bem aos teus olhos que acabo por me comportar apenas como uma menina insegura. Uma menina sonhadora que troca os dedos de cada vez que respiras mais alto ou te moves na cadeira.
Queria que me conhecesses verdadeiramente, mas não sei até que ponto estás interessado em conhecer alguém como eu.
19.02.08
"Tens horas? Engraçado...eu normalmente tenho uma boa noção do tempo mas nas tuas aulas, não sei porquê, perco sempre um bocadinho a noção da hora..."
O que poderia eu responder a isto?
...
Flutuei.
Ainda estou estupidamente a flutuar.
Porquê?
Por...nada!
Por uma afirmação banal e totalmente inocente.
Por uma simples frase capaz de abrir de par em par os portões do meu mundo de fantasia.
É tão fácil.
Tão fácil abri-los...
Simples demais abri-los e deixar escapar os sonhos mais inconsequentes.
Mas atrás dos sonhos vêm também os monstros e, invariavelmente, acabo sempre magoada e desiludida.
Quando?
Quando é que arranjo um cabo de segurança?
É tão ridiculamente fácil quebrar a minha ligação à terra...
Mas hoje só quero voar.
Voar antes da queda.
Morgan Le Fay
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
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