O Sol
Lava de vapor
Pasta de dentes em bola amarela
Quente em quatro quartos fumegantes
Constante de calor em cabeças febris
Pai de sacrifícios e tribo sem filhos.
O vermelho teve em ti, linha do horizonte
Como se a fúria só pudesse ser quente:
Tiveste doença de borbulhar, como calorífero do mundo.
Mergulhas em reflexos de todas as auroras e,
Em todas as marés amarras as aves, os peixes e as sereias
Ao tecto do teu hemisfério
E convida-los a todos para sinalizarem contigo a manhã
(mas só eles)
Porque ainda existem alguns humanos que dormem
Enquanto tu respiras.
Sob o teu corpo de fogo as ruas nascem rectangulares e cegas pela claridade
E o piso tranforma-se em conjunto de ladrilhos de laranjada.
Ao mesmo tempo, vemos crescer campos cor-de-limão
E nuvens de um branco –flanela.
No fim, saboreias o globo em segundos
Devoras o passado e rasgas o “agora”
Vestes o casaco e sais do azul.
No entanto, o teu parto nobre, tem preço alto a pagar:
Lutas com a lua,
Despistas relógios,
Mudas o tempo,
E estacionas as estações como quem joga às cartas
Desenhas sombras de maresia na praia
E ocupas o cenário antes granítico e escuro da noite.
Levantas-te e partes teclados de piano, para poderes
Escutar os grasnados de rapina de tudo o que nos circunscreve
Só nesse instante sabemos que já acordaste
Porque é nele que matas em segundos todas as estrelas
Em que tu, luz maior pisa-las com cor
Porque elas são miúpes,
E tu, não.
apeteceu-me_o sol nasce daki a 6 ou 7 horas_
MAR_
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