
"It seems that my guitar has no more sound in this kind of world..."
(...)
A morte... Assunto tenebroso, e temido por muitos ao longo de eras...
Porém...
Há sempre uma pequena minoria que seja por admiração, fascínio, loucura ou depressão que vê nela um final.. Não um final mesmo em si, algo literal, mas sim uma passagem...
Onde alguns vêem medo, outros olham para esta incógnita personagem como a sua única salvação...
"Sempre morei perto dela... Vivia o meu dia-a-dia a dizer-lhe boa tarde, a passar por ela como se fosse uma espécie de vizinha minha, sem exercer sobre ela nenhum juízo a não ser simplesmente, simpática...
Talvez daí nunca me fazer impressão uma conversa com ou sobre aquela vizinha responsável e honrada que apenas faz o seu trabalho em cada carpe diem que existe...
Talvez seja por isso que hoje não choro, nem desespero por não a ter... Apenas vejo-a como qualquer vizinho que vemos dia após dia...
Mas é curioso... Apesar do que se possa pensar, ela não vive só...
A sua companheira, talvez até irmã de alma, também vive no mesmo apartamento... Olhando pela janela, permanecendo inocente no seu ser...
Só a vejo de vez em quando... É aquela VerdadeIntrinsecaDemasiadoAmorosa, que ninguém consegue ou conseguirá alguma vez interpretar...
Hoje, é tão raro eu ver essa companheira de quarto, que por vezes a única coisa que pretendo é ver a cada momento a tal vizinha de nome tão temido...
Esta, não me aterroriza nem admiro... Apenas gosto de conversar com ela e ver o seu olhar para me lembrar com quem convive...
A única razão que pela qual a temo, é a possibilidade do seu toque quebrar o elo que me une com o sentimento da sua companheira...
Parece que ela e o seu toque mórbido é o único refúgio, e gostava que se tornasse tão prático quanto um interruptor que ligo e desligo quando quero na minha existência...
Não pretendo o seu beijo final em mim... Mas o terminar do linguado em que o Mundo exterior nos embrenha..."
KuRtCoCaInE
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